Os bacanas e seus privilégio

Os bacanas e seus privilégio
Acabar com o foro especial para os políticos é uma medida correta, mas isso não significa que a vida dos corruptos ficará mais difícil

Por: Daniel Pereira, Laryssa Borges


ACIMA DA LEI – Envolvidos na Lava-Jato e em outros escândalos há mais de uma década, políticos importantes, como Collor, Renan, Aécio, Gleisi e Jucá, se mantêm inalcançáveis, protegidos pelo tratamento diferenciado e pela morosidade da Justiça (Evaristo Sá/AFP – Cristiano Mariz/VEJA)

A Justiça tardou mais não falhou. Porque perpetua a impunidade e, quase sempre, favorece poderosos de colarinho branco acusados por vários crimes, de corrupção a racismo. Uma das razões da notória lentidão do Poder Judiciário para julgar autoridades é o chamado foro privilegiado, regra criada no Brasil monárquico para proteger o imperador dom Pedro I, “pessoa inviolável e sagrada”, que não estava “sujeita a responsabilidade alguma”. Na República brasileira, a casta de “invioláveis” é hoje formada por inacreditáveis 55 000 pessoas, de ministros de Estado a comandantes de corpo de bombeiros, passando por vereadores e parlamentares. Os beneficiários da regra, sobretudo os congressistas, não têm do que reclamar. São raros os episódios de deputados e senadores condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No caso da Operação Lava-Jato, que completou quatro anos em março, não existe uma única sentença condenatória. O primeiro processo sobre o petrolão, contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR), só deve ser analisado pelo STF no próximo dia 15. E não há ainda data definida para o julgamento dos outros políticos sob investigação. E assim segue o nosso Brasil

Antenor Garrido

Antenor Garrido

"Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir sempre meu coração.
Não me façam ser quem não sou, nem me convidem a ser igual a ninguém, porque sinceramente sou diferente!"
Antenor Garrido

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