MUDAR O MUNDO

Compartilhe com seus amigos

MUDAR O MUNDO
Sem dar conta, transportamos em nós histórias que se acumulam no álbum ilustrado que é a nossa memória. Ao longo da vida, parte delas, assomam-se no nosso íntimo cientes, como que dizendo, estou aqui, revela-me ao mundo. Nem sempre estamos preparados para perceber esses sinais vindos do interior, nem sempre estamos preparados para, de novo, essas vivências pessoais ou daqueles que são tão nossos, se transformem em algo tão real.

As histórias vividas, ou que nos são contadas, transmutam-se em imagens que ganham força, em palavras que se atravessam na garganta que teimam em não sair, a força dessas palavras que o tempo, ainda que impensadamente queira calar, um dia, ajudam a mudar o mundo. «Quem quer mudar o mundo?» – Alguém confrontado com esta pergunta, não sentirá o ímpeto de gritar bem alto e voluntariosamente «Eu quero!»? Na verdade, são muito poucos e, menos ainda aqueles que lutando contra todas as adversidades, mudam o seu mundo e com isso o mundo de tantos outros. É do conhecimento geral que, os bravos e heróis são quase invariavelmente reconhecidos post mortem.

Talvez uma forma de poupar desconforto e incômodo a quem deveria ter reconhecido os seus méritos em tempo útil. Mas a profunda dimensão de ética e moral destes bravos e heróis que se cruzam na nossa vida, leva a que, assumam o que consideram justo, como uma missão de vida sem relutância, perseverante e honrosa. Mudar o mundo, é, provavelmente, a mais poderosa utopia dos jovens à qual também eu não fui alheio.

Mudar o mundo começa em nós ainda que seja utopia aos olhos da humanidade. No dia em que nos preocuparmos verdadeiramente com a consciência humana, seremos certamente mais dignos e mais justos com esses bravos e heróis de carne e osso como nós. No princípio e no fim somos nós que mudamos o mundo.

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO AUTOR António Manuel Palhinha (Escritor e Poeta)

Antenor Garrido

Antenor Garrido

"Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir sempre meu coração.
Não me façam ser quem não sou, nem me convidem a ser igual a ninguém, porque sinceramente sou diferente!"
Antenor Garrido
Compartilhe com seus amigos

Written by 

Obrigado por sua visita deixe sua resposta

%d blogueiros gostam disto: