A primeira jornalista profissional do Brasil

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Narcisa Amália de Campos. De São João da Barra, norte do Rio de Janeiro

Nesta segunda (3.abr.2017), seria o 161º aniversário de Narcisa Amália de Campos. De São João da Barra, norte do Rio de Janeiro, Narcisa foi a primeira mulher a se profissionalizar como jornalista no Brasil. Fundou, em 1884, o jornal quinzenal Gazetinha, que tinha como subtítulo “folha dedicada ao belo sexo”. Colaborou também com dezenas de jornais e revistas, a maioria fluminenses.

Arriscou-se na literatura por duas vezes: seu primeiro e único livro de poesia, Nebulosas, alcançou grande repercussão nos meios literários em 1872, com poemas do Romantismo. Dois anos depois, em 1874, publicou um livro de contos, Nelúmbia.

A projeção nacional veio com seus artigos que defendiam as mulheres e o fim da escravidão, como a crônica “A mulher no século XX”:

“O que diria a idade de ouro da selvageria, quando o homem tinha o direito de vida e de morte sobre a sua companheira? Quando a mulher carregava-lhe a bagagem na emigração, a antílope morta – na caçada e roía os ossos em comum com os cães? Desprezada, embrutecida, castigada e vendida, a mísera arrastava o longo suplício de sua existência até que a morte viesse libertá-la e a pá de terra levantasse entre ela e o seu opressor uma eterna barreira. Nada há que justifique essa tenaz perseguição da mulher; e entretanto foi perpetuada de século a século! Na Ásia, de rosto sempre velado, ignorante e submissa como um cão, trabalhava, comia e chorava à vontade do senhor, sem que uma palavra de simpatia jamais lhe dilatasse o coração; na Índia, levavam-na mais longe: atiravam-na à fogueira no dia em que lhe expirava o marido! Em Babilônia era vendida em praça pública; em Esparta, escolhida ao acaso; em Atenas, circunscrita nos gineceus. Batida, aviltada e corrompida pelo homem, a mulher romana, por sua vez, bate, avilta e corrompe o homem no filho”.
Mais de um século e meio anos depois, elas são maioria nas redações

Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina com a Federação Nacional dos Jornalistas, as mulheres eram 64% das profissionais em redações, em 2012. Nos passos de Narcisa, mulheres lideram hoje novos empreendimentos jornalísticos, como Agência Pública, Aos Fatos, Agência Lupa. E dedicam-se a veículos que têm a desigualdade de gênero como aposta editorial.

Ao mesmo tempo, persistem relatos de assédios às profissionais, a ponto de originar um movimento para combater a prática. A Abraji prepara, em parceria com a Gênero e Número, uma pesquisa inédita sobre o tema. O resultado deverá ser lançado no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

03/04/17 – 20h18 – Tiago Aguiar

Fonte: ABRAJI

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Yasmin Duarte

Nunca me vi maquiando profissionalmente, por mais incrível que isso possa até parecer. Desde criança, desenvolvi um senso de perfeccionismo, associado à extrema curiosidade e uma verdadeira paixão por detalhes. Gostava até do cheiro das maquiagens, e ficava horas no espelho (Risos)
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Nunca me vi maquiando profissionalmente, por mais incrível que isso possa até parecer. Desde criança, desenvolvi um senso de perfeccionismo, associado à extrema curiosidade e uma verdadeira paixão por detalhes. Gostava até do cheiro das maquiagens, e ficava horas no espelho (Risos)

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