Competição de Futebol

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A principal competição europeia de clubes – Taça dos Clubes Campeões Europeus – foi lançada pouco tempo depois do primeiro congresso da UEFA, que decorreu em Viena, a 2 de Março de 1955. Contudo, a prova não surgiu de iniciativa da UEFA.

Com a maioria dos membros fundadores da UEFA mais preocupada em criar uma competição europeia para selecções, o jornal francês L’Equipe e o seu editor, Gabriel Hanot, desenhavam uma competição continental destinada aos clubes. Hanot, em conjunto com o colega Jacques Ferran, projectou uma prova que seria disputada nas noites de quarta-feira.

A competição idealizada pelo L’Equipe não obrigava a que os participantes fossem campeões nacionais, funcionava sim por convites aos clubes que geravam maior interesse junto dos adeptos. Representantes de 16 clubes foram convidados para uma reunião que teve lugar a 2 e 3 de Abril de 1955 e as regras do L’Equipe foram aprovadas por unanimidade.

A UEFA – que tinha sido fundada em Junho de 1954 – reagiu ao contactar o organismo tutelar do futebol mundial, a FIFA, e o Comité Executivo desta, numa reunião em Londres a 8 de Maio de 1955, autorizou a realização da nova competição de clubes com a condição de ser organizada pela UEFA e que as federações nacionais dessem o consentimento à participação dos respectivos clubes. O Comité Executivo da UEFA aceitou estas premissas exigidas pela FIFA e concordou em levar a cabo a prova num encontro realizado a 21 de Junho de 1955.

O primeiro jogo da Taça dos Campeões aconteceu em Lisboa e o Sporting Clube de Portugal empatou 3-3 com o FK Partizan. A equipa jugoslava venceu a segunda mão em Belgrado por 5-2 e avançou para a eliminatória seguinte.

O Real Madrid CF dominou o início da competição, tendo vencido as primeiras cinco edições. Desde então, outros clubes conseguiram também períodos de hegemonia, como o AFC Ajax e o FC Bayern München, que conseguiram três triunfos consecutivos. Contudo, nenhum emblema conseguiu um grande período de domínio absoluto. O Ajax teve de esperar 22 anos pelo quarto título, que acrescentou aos três que tinha conseguido no início da década de 70. O triunfo do Real, em 1998, foi o primeiro em 32 anos e a vitória do Bayern em Milan sobre o Valencia CF, em 2001, terminou uma longa espera de 26 anos pelo quarto triunfo.

As quatro vitórias que o Liverpool FC conseguiu entre 1977 e 1984 merecem um destaque especial, uma vez que os ingleses conquistaram quatro troféus frente a formações bem diferentes. Os “reds” voltaram a justificar o prestígio europeu com o triunfo em 2005, numa final em que o Liverpool conseguiu recuperar de uma desvantagem de 3-0 e bateu o AC Milan no desempate por grandes penalidades. Foi uma das finais mais emocionantes de sempre.

©Getty Images
O Milan triunfou em 2003
O Real Madrid, o Milan e o FC Barcelona são os emblemas mais vitoriosos da história da UEFA Champions League, tendo ganho a competição por quatro vezes, contra três dos “rossoneri”. Globalmente, contando com a Taça dos Campeões, é também a melhor equipa, pois já levantou o troféu por 11 vezes. Aos espanhóis seguem-se o Milan com sete vitórias, o Liverpool, Barcelona e Bayern com cinco e, em quarto lugar, o Ajax com quatro. O Real é a equipa que mais vezes disputou a final, com 13 presenças. A vitória do Milan em 2002/03 surgiu após uma maratona de 19 jogos, que começou na terceira pré-eliminatória e terminou numa final italiana, na qual os milaneses bateram a Juventus no desempate pela marcação de grandes penalidades.

A alteração mais radical no formato da competição aconteceu na época de 1992/93, quando a UEFA Champions League passou a ter uma fase de grupos, para além das tradicionais eliminatórias, depois de, no ano anterior, essa etapa ter sido testada com êxito. A popularidade e o sucesso da fase de grupos permitiu à competição crescer de oito para 32 equipas, com jogos um pouco por toda a Europa nas noites de terça e quarta-feira.

Antenor Garrido

"Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir sempre meu coração.
Não me façam ser quem não sou, nem me convidem a ser igual a ninguém, porque sinceramente sou diferente!"
Antenor Garrido
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